
Continuando a sequência de quadras onde Quintana demonstra de forma clara seu desprezo a dogmas e mitos. Deixa claro nos dois primeiros poemas que sua religiosidade passa distante daquelas professadas pelas igrejas. Por fim em “Emergência” nos mostra sua visão da importância do poeta como um artista que leva à reflexão.
DOGMA E RITUAL
Os dogmas assustam como trovões
e que medo de errar a sequência de ritos!
Em compensação,
Deus é mais simples do que as religiões.
O CAMINHO
Passa o rei com seu cortejo.
Passa o Deus no seu andor.
E, milênios depois, neste caminho, apenas
Ainda sopra o vento nas macieiras em flor...
EMERGÊNCIA
Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estas numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.
MARIO QUINTANA em "Apontamentos de História Sobrenatural"
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